saudades... palavra que só existe no português, uma palavrinha tão simples que diz tanta coisa... e nós temos o privilégio de conhecê-la...
vários autores analisaram e sentiram saudade da melhor forma que puderam de acordo com seus idiomas... eu tenho diversas formas de senti-la, sinto falta de sensações, de imagens, de cheiros, de toques, de pessoas, sinto saudade de quem está perto e de quem está longe...
Quanto mais marcante é um sentimento, quanto mais gostosa uma sensação, mais ela dói... A sensação de nostalgia está presente em todos nós, até quando não admitimos que está. Os mais velhos sentem falta da sua época, porque afinal, "no tempo deles não era assim", os mais novos sentem falta de cada dia sucessivamente, e todos sentimos faltas daquelas pessoas especiais que cruzaram ou ainda vão cruzar nosso caminho, sim, confesse, já sentiu saudade de algo que não teve, todos sentimos isso.
um pouco de leminski para enriquecer este tópico:
quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta minha adolescência
vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência
vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito
vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito
então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
alguns poucos metros quadrados
... são alguns poucos metros quadrados, na verdade, menos que 5 ou 4... a matemática, mesmo aplicada na arquitetura ou em qualquer representação artística digna de admiração, nunca foi meu forte.
Este pequeno espaço ao qual posso ver-me presa todos os dias à minha solidão, faz-me sentir o pobre animal enjaulado, sendo observado por todos, admirado, com uma aparência imponente, com uma frieza no olhar, e um grande calor no coração.
As paredes de vidro transparente, tais quais as de um aquário, mostra aos espectadores aquele bichinho pequeno, que vaga, vaga sem ao menos saber onde está indo e se vai chegar onde pretendia...
Este pequeno espaço ao qual posso ver-me presa todos os dias à minha solidão, faz-me sentir o pobre animal enjaulado, sendo observado por todos, admirado, com uma aparência imponente, com uma frieza no olhar, e um grande calor no coração.
As paredes de vidro transparente, tais quais as de um aquário, mostra aos espectadores aquele bichinho pequeno, que vaga, vaga sem ao menos saber onde está indo e se vai chegar onde pretendia...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Devaneios
... e mais uma vez eu parei de escrever...
queria entender o que é este "bloqueio" que me faz escrever, pensar, e depois me deixa apenas com estes devaneios que não revelo...
ok, houve uma fase um pouco difícil, que ainda está por aí, mas não seria isso a causa de mais uma vez eu abandonar meu blog... enfim...
parei de escrever em outubro, tanta coisa mudou desde então... algumas mudanças significativas, outras nem tanto.
Mais uma vez eu vou tentar escrever, mesmo estando na correria da faculdade, do curso e outras cositas mas.
tudo bem que praticamente ninguém lê isso aqui, mas a intenção é simplesmente jogar os textos aqui, pra que um dia alguém apareça e se interesse (uma pequena crise existencial).
Enquanto a vida corre, São Paulo só chove, e cada vez mais essa cidade torna-se um caos completo, eu continuo aqui, com o físico na terra da garoa e o espírito zanzando por bairros netunianos...
queria entender o que é este "bloqueio" que me faz escrever, pensar, e depois me deixa apenas com estes devaneios que não revelo...
ok, houve uma fase um pouco difícil, que ainda está por aí, mas não seria isso a causa de mais uma vez eu abandonar meu blog... enfim...
parei de escrever em outubro, tanta coisa mudou desde então... algumas mudanças significativas, outras nem tanto.
Mais uma vez eu vou tentar escrever, mesmo estando na correria da faculdade, do curso e outras cositas mas.
tudo bem que praticamente ninguém lê isso aqui, mas a intenção é simplesmente jogar os textos aqui, pra que um dia alguém apareça e se interesse (uma pequena crise existencial).
Enquanto a vida corre, São Paulo só chove, e cada vez mais essa cidade torna-se um caos completo, eu continuo aqui, com o físico na terra da garoa e o espírito zanzando por bairros netunianos...
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