sábado, 28 de março de 2009

Melancolia paulistana

São Paulo, terra da garoa
São Paulo, observo-te, vejo gotas em minha janela
São Paulo, templo de concreto, onde minha vida voa
São Paulo, que me faz pensar na distância que detenho dela

Ela, que teria os olhos que gosto de me perder
Ela, que um dia estava perdida nessa cidade
Ela, que se tornou a razão do verbo viver,
Ela, espírito jovem que não condizia com sua idade

São Paulo, melancolia declarada, tristeza escancarada
São Paulo, de céus cinzas, ruas molhadas, juventudes transviadas
São Paulo, cidade sem sentido, que continua a me prender
São Paulo, Av. Paulista esquina com a Consolação, onde vi minha juventude esvaecer

E ela... ah ela, dona dos lindos olhos, do sorriso perfeitamente desenhado
Fugiu, saiu dessa cidade, não pôde suportar tal melancolia,
Foi buscar refúgio em um paraíso escondido, longe desse céu acinzentado,
Dessa cidade, vista da minha janela, grande alegoria...



***São Paulo concentra minhas maiores ilusões...

4 comentários:

Nanda disse...

ah! são paulo da melancolia. do triste e do alegre, do cinza e do claro: escuro breu.
tanto concretismo e mesmo assim são paulo faz em mim paixão diversa.

amo esse pedaço de terra..

Unknown disse...

Simplesmente saudades! Da Grande, acolhedora, da mãezona que cobre a todos debaixo de suas asas...Sampa!

Anônimo disse...

Eu amei, o modo como escreveu te faz sentir presente dentro do texto. beijokas te adoro

Carol.

Unknown disse...

RECORDAÇÃO...OQ EU MAIS SEI.