O estudo dos genes mostra que eles têm papel decisivo na escolha dos pareciros amorosos.
A euforia provocada pela paixão é a mesma experimentada pelo uso de alguma droga. A mesma região do cérebro é inundada pelo neurotranmissor dopamina, associado à sensação de prazer e de recompensa. Em ambos os casos, o ser apaixonado é capaz de perder o senso em busca do objeto do seu desejo.
Hormônios são os culpados pela duração de apenas dois anos de uma paixão amorosa. No início da relação, o elemento químico chamado neurotrofina, que aciona o desejo, é abundante. Com o tempo, essa substância é substituída por outro hormônio, a oxitocina. Este, por sua vez, consolida os sentimentos mais duráveis de amor e de compromisso.
Do ponto de vista da biologia evolutiva, a paixão e o amor não fazem muito sentido. Nossos genes são programados para selecionar parceiros com fins reprodutivos.
A paixão é um vício que pode fazer mal. Quando é rejeitado, o apaixonado passa por sofrimentos fisiológicos. Os circuitos cerebrais relacionados à tomada de decisões arriscadas e os ligados à dor física tornam-se ativos. Hoje, a dor da paixão é levada a sério pela ciência.
Fonte: Revista MAG "paixão à la mode" n° 14.
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