terça-feira, 29 de setembro de 2009

e na verdade nada volta à normalidade

É engraçado pensar em como buscamos uma suposta normalidade, uma rotina talvez. Uma pseudo-mudança na vida e que na verdade não muda nada.
Esperamos que todas as áreas se encaixem como num jogo, um quebra cabeças a ser montado e que sempre, sempre falta uma peça, aquela pequena peça do meio que constitui o esqueleto de todo o desenho.
Me baseando em experiências pessoais e no que ouço das pessoas (adquiri uma certa compreensão, uma facilidade em ouvir as pessoas, sem opinar sobre o que elas dizem, sem significar que deixei minha teimosia e prepotência de lado), percebo que todos buscamos a mesma coisa: essa normalidade, que na verdade, não existe.
Neste mundo atual, o que pode ser clasificado como natural, normal? Depende. A normalidade imposta nos meios de comunicação, aquela que nos é enfiada guela a baixo (desculpem os termos) é uma, a vida de cada um é totalmente diferente.
O consumo de drogas que tragam algum tipo de felicidade hoje, seja qual for, temporária ou não, mostra um pouco disso. Na busca desenfreada de uma pseudo-normalidade, uma aceitação perante uma sociedade que muda a cada minuto, que nos joga informações via internet numa fração de segundos de tempo, recorremos a meios que nos tragam felicidade, a vida comum e gostosa que sempre almejamos.
O que importa hoje é pensar a respeito dessa felicidade falsa com a qual nos importamos tanto, será que ela seria a mesma para todos? será que no fundo não buscamos um reconhecimento interior, ou uma forma de identificação em uma sociedade que te impõe tudo isso: as pessoas devem se inserir em grupos, estar conectadas 24 horas por dia, e vivendo em intensa solidão ao mesmo tempo.
Algo para refletir...

*Fico afastada do blog por muito tempo, mas sempre volto. As surpresas da vida me tiraram de minha pseudo-normalidade, por isso o afastamento. Mas sinto falta dessa página, talvez uma de minhas drogas.

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