Silêncio!
Aquela voz grita
alto:
Silêncio!
no vazio
pequeno espaço
pouquísimos metros
quadrados
brancos
escuros
lotados
de tralhas
e ratos
roupas e objetos
surrados
refletida sua imagem
pele pálida
esquálida
quase uma miragem
de repentedo espelho
passa a um tom de vermelho
luz, chama
pecado e cama
pequenos cacos
corpo destruído
passam os ratos
pelo vidro moído
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